Visita Guiada às Aldeias Históricas

Belmonte​​​​​​

Situada nas faldas orientais da Serra da Estrela, Belmonte é uma Vila Histórica.
Aqui poderá desfrutar de paisagens e recantos de rara beleza, associando-os ao património monumental e cultural e a um bucolismo relaxante.
A sua história surge, associada à História dos Cabrais e dos Judeus. Foi terra natal de Pedro Álvares Cabral, o navegador que no ano de 1500 comandou a segunda armada à Índia, durante a qual se descobriu oficialmente o Brasil.
Belmonte obteve foral em 1199 por D. Sancho I. No seu progresso teve enorme influência a grande colónia de judeus que se instalou na vila no século XVIII.

Almeida​​​​​​

Almeida é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito da Guarda, região da Beira Interior.
É conhecida pela sua fortaleza, que, com a sua forma de estrela de doze pontas, constitui um dos mais espetaculares exemplares europeus dos sistemas defensivos abaluartados do século XVII.
Dada a sua situação em planalto, os Árabes chamaram-na Al-Mêda (a mesa).
Recebeu foral de D. Dinis em 1296, que reconstruiu o Castelo, e foral novo de D. Manuel em 1510.

Castelo Mendo​​​​​​

Concelho de fundação medieval, com foral concedido em 1229 por D. Sancho II, Castelo Mendo virá a perder este estatuto de centro urbano com a reforma administrativa liberal em 1855. Apesar do local ter conhecido ocupação desde a Idade do Bronze e mostrar vestígios da presença romana, a estrutura fortificada e o modelo urbanístico são uma criação medieval concebida para enfrentar as necessidades impostas pela Reconquista Cristã nos séculos XII e XIII.
A aldeia de Castelo Mendo foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1984.

Castelo Novo​​​​​​

Castelo Novo começou por pertencer aos extensos territórios doados pelos monarcas portugueses à Ordem dos Templários, depois Ordem de Cristo, para em terras da Beira promoverem e assegurarem a posse dos domínios conquistados aos muçulmanos no séc. XIII. Com D. Manuel I, já na centúria de Quinhentos, recebe foral, encontrando-se bem testemunhada a intervenção deste rei no património arquitetónico da antiga vila. A estrutura de ocupação do espaço é assim caracteristicamente medieval.

Castelo Rodrigo​​​​​​

Castelo Rodrigo é uma freguesia do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Foi em tempos sede de concelho, até a mesma ter sido transferida para a povoação de São Vicente, entretanto redesignada Figueira de Castelo Rodrigo.
Ocupado sucessivamente pelos romanos e mouros, o atual concelho de Figueira de Castelo Rodrigo foi integrado na Coroa por D. Sancho I. Até ao século XIX chamava-se apenas Castelo Rodrigo, em homenagem ao alcaide D. Rodrigo, que defendeu a fortaleza em 1296.
A freguesia de Figueira pertencia então ao concelho de Castelo Rodrigo. Com a elevação de Figueira à categoria de Vila, a sede do concelho foi transferida e passou à denominação atual.

Idanha-a-Velha​​​​​​

Idanha-a-Velha é uma pequena aldeia de ambiente pitoresco, pelo notável conjunto de ruínas que conserva, ocupa um lugar de realce no contexto das estações arqueológicas do país. Ergue-se no espaço onde outrora existiu uma cidade de fundação romana (séc. I a.C). Diversos vestígios evidenciam, ainda hoje, essa permanência civilizacional: entre outros, o podium de um templo no qual assenta a Torre dos Templários; a Porta Norte e respetiva muralha; um conjunto excecional de inscrições de diversas tipologias e variado espólio disperso.

Linhares da Beira​​​​​​

Vila de fundação medieval, com foral concedido em 1169 por D. Afonso Henriques, Linhares virá a perder este estatuto de centro urbano a quando da reforma administrativa liberal de 1855, apesar do local ter conhecido a fixação de povos pré-romanos e existir registo escrito de passagem de romanos, visigodos e muçulmanos, a história de Linhares, associada à estrutura fortificada e modelo urbanístico hoje consolidados no seu núcleo histórico, tem origem no contexto gerado com a reconquista Cristã.

Marialva​​​​​​

A Aldeia de Marialva dista 7 km da sede do concelho da Mêda, na margem esquerda da ribeira de Marialva. É constituída por três núcleos distintos: a Cidadela ou vila no interior do Castelo, agora despovoada; o Arrabalde que prolonga a Vila para além da zona amuralhara; e a Devesa, situada a sul da cidadela, que se estende pela planície até à ribeira de Marialva, e assenta sobre a antiga cidade romana.
Despovoada pelas lutas da Reconquista, D. Afonso Henriques mandou-a repovoar e concedeu-lhe o primeiro foral (1179). D. Sancho I reconquistou-a em 1200, altura em que o povoado extravasou a cerca amuralhada, formando-se assim o Arrabalde que apresenta uma malha urbana de traçado predominantemente medieval, onde proliferam igrejas, capelas, casas quinhentistas e senhoriais, a par de um conjunto de habitações rurais com características típicas da casa beirã.

Monsanto​​​​​​

Trata-se de um local muito antigo, onde se regista a presença humana desde o paleolítico. Vestígios arqueológicos dão conta de um castro lusitano e da ocupação romana no denominado campo de S. Lourenço, no sopé do monte. Vestígios da permanência visigótica e árabe foram também encontrados.
Em 1758, Monsanto era sede de concelho, privilégio que manteve até 1853. No século XIX, o imponente Castelo medieval de Monsanto foi parcialmente destruído pela explosão acidental do paiol de munições. Convida-se para uma visita ao que resta do poderoso Castelo na escarpada encosta onde se pode observar a alcáçova, a cintura de muralhas e torre de vigia, bem como as belíssimas ruínas da Capela de S. Miguel do séc. XII, e a Capela de Santa Maria dos Castelo.

Piodão​​​​​​

O Piódão, aldeia classificada como “Imóvel de Interesse Público”, localiza-se na Serra do Açor, com uma implantação de escarpa abrupta e estrutura de malha cerrada e traçado sinuoso, bem adaptada à rugosidade do espaço envolvente.
Na época medieval formou-se um pequeno povoado a que foi dado o nome de Casa de Piódam, depois transferido para a atual localização, talvez devido à instalação de um Mosteiro de Cister (já não restam vestígios), o que fará remontar o lugar ao séc. XIII. A este mosteiro poderá estar ligada a antiga invocação de Santa Maria da Igreja Matriz templo reformulado no séc. XVIII/XIX, o que o dotou duma curiosa fachada pautada por finas torres cilíndricas rematadas por cones.
As atividades agrícolas e pastorícia continuam agora, como no passado, a ser dominantes no modo de vida dos habitantes do Piódão, encaradas essencialmente como forma de subsistência e sobrevivência.

Sortelha​​​​​​

Vila fronteiriça de fundação medieval, com foral concedido em 1228, Sortelha só perderá este estatuto concelhio com a reorganização administrativa feita pelo estado liberal no séc. XIX.
A antiga vila constitui um espaço urbano medieval (séc. XIII/XIV), que encontra nas necessidades defensivas e na organização militar do espaço a sua matriz essencial, bastante alterada com as intervenções ocorridas no período manuelino e na centúria de seiscentos. Semelhante estrutura ainda hoje é observável, porque, desaparecidas as exigências defensivas que estão na origem e posterior utilização do castelo medieval, a sua população preferiu progressivamente instalar-se num arrabalde, em zona mais fértil e menos acidentada, não sofrendo portanto o espaço dentro de muros adaptação considerável às condições de vida dos séculos mais recentes.

Trancoso​​​​​​

Ocupada pelos romanos, a vila de Trancoso possui ainda inegáveis vestígios de estradas e pontes, tendo sido, a partir do século IV, invadida por povos bárbaros que contribuíram para o início da construção de uma estrutura urbana da fortificação e da zona habitada.
Trancoso constitui, devido à sua posição estratégica, um dos pontos avançados da reconquista cristã para Sul.
A história de Trancoso está profundamente ligada à de Portugal. Situada próximo da fronteira, a terra assistiu a diversas lutas e acontecimentos marcantes.
Foi em Trancoso que se deu a célebre Batalha de S. Marcos, na qual foram desbaratados os castelhanos e preparada a grande batalha de Aljubarrota.